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A Grande Testemunha (Au Hasard Balthazar)
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- Sinopse
Este filme conta a vida triste e a morte de Balthazar, um jumento que, desde sua infância idílica cercado por crianças que o adoravam, até a idade adulta, tiranizado como animal de carga. Sua vida é contada juntamente com a da menina que lhe deu o nome: enquanto ele é maltratado pelo dono, ela será humilhada por um amante sádico. Só vai encontrar um pouco de paz no dia que é empregado por um velho moleiro, que acredita ser o burro uma reencarnação de um santo. Este drama de cortar o coração é, na realidade, uma crônica cruel e irônica, uma reflexão sobre a natureza humana. Conhecido pelo rigor formal absoluto e pela obsessão em construir narrativas cada vez mais despidas de emoções manipuladoras, Bresson preferia empregar atores não-profissionais, pois achava ser mais fácil obter deles desempenhos neutros, sem expressões faciais exageradas. Por isso, A Grande Testemunha costuma ser considerado o filme mais bressoniano de Robert Bresson, já que o protagonista não é um ser humano, mas um burro de carga.
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- Informações Técnicas
Título no Brasil:
A Grande Testemunha Título Original:
Au Hasard Balthazar País de Origem:
França / Suécia Gênero:
Drama Tempo de Duração: 95 minutos Ano de Lançamento:
1966 Site Oficial:
Estúdio/Distrib.:
Continental Direção:
Robert Bresson
- Elenco
Anne Wiazemsky ... Marie François Lafarge ... Gerard » Ver todo o Elenco...
- Trilha Sonora
“Piano Sonata No.20”
Escrita por Franz Schubert
- Imagens do Filme
- Trailers
- Comentários
| 1 |
12/10/2011 Por: Rivas (49 anos) | | Acabei de assistir, baixei pela internet, não admira que um filme antigo deste ainda não tenha nenhum comentário, pois apesar de ser cinema, é sobre sofrimento e não sobre fantasia, e como preferimos escapismos, deve ser por isso, pois o amor romântico, é sempre fantasia, mas a dor, é sempre verdadeira! |
| 2 |
07/09/2012 Por: Itamar (50 anos) | | Belíssimo! Perfeito! Cinema de verdade. É tudo que eu tenho a dizer. |
| 3 |
23/12/2012 Por: Carlos N Mendes (46 anos) | | Admiro a coragem de diretores que não se curvam ao comercialismo; Bresson caprichou nesse aqui, não há concessão nenhuma da parte dele - é um dos mais puros 'filmes de diretor' que já assisti. A sensação mais forte que esse filme me transmitiu foi a imensa solidão de Balthazar, toda ela criada, alimentada e ungida por atos humanos. Ele é o elo que une a quase desconexa sucessão de crueldades, orgulhos e desentendimentos que a história expõe. Bresson pode por fé em atores amadores, mas para mim a falta de 'emoções manipuladoras' se traduz em frieza e falta de empatia; alguns momentos me pareceram ambíguos e sem sentido. Mas o jumento... Puxa, só mesmo um grande diretor para usar um animal com a grandeza que vi neste filme. No final, temos um tratado sobre a miséria moral que merece ser visto - e que sirva de reflexão a todos que se aventurarem a fazê-lo. Ótimo, de 1 a 10 daria um 8,5. |
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