Share on Google+

Anomalisa


Sinopse Michael Stone (voz de David Thewis) é um palestrante motivacional que acaba de chegar à cidade de Connecticut. Ele segue do aeroporto direto para o hotel, onde entra em contato com um antigo caso para que possam se reencontrar. A iniciativa não dá certo, mas Michael logo se insinua para duas jovens que foram ao local justamente para ver a palestra que ele dará no dia seguinte. É quando ele conhece Lisa (voz de Jennifer Jason Leigh), por quem se apaixona.

Share on Google+

Informações


Título no Brasil Anomalisa
Título Original Anomalisa
Ano Lançamento
Gênero Animação / Comédia / Drama
País de Origem EUA
Duração90 minutos
Direção /
Estreia no Brasil 28/01/2016
Estúdio/Distrib. Paramount Pictures
Idade Indicativa 14 anos

Elenco


... Michael Stone (voz)
... Lisa Hesselman (voz)
>> Ver todo o Elenco...

Trilha Sonora


“Girls Just Want To Have Fun”Escrita por Robert Hazard
Italian translation by Stefano Tomaselli
Vocals by Jennifer Jason Leigh
“None Of Them Are You”Letra de Charlie Kaufman
Música de Carter Burwell
Vocals by Tom Noonan

Trailer



Comentários


26/01/2016 - Fvfraga (29 anos)

  Ótimo
Denunciar
Os pôsteres de ‘Anomalisa’ (2015), tanto o nacional quanto os internacionais, trazem a frase “o filme mais humano do ano”, atribuída a Matt Patches da revista Esquire. O trailer, muito bem feito aliás, complementa “e não tem nenhum humano nele”, entre outras frases que traduzem as diversas impressões que o longa-metragem deixa em quem o assiste. O filósofo Friedrich Nietzsch concordaria, após assistir à animação em “stop motion” idealizada por Charlie Kaufman, dizendo “humana, demasiada humana”.
O novo trabalho de Kaufman, em parceria com o animador Duke Johnson, utiliza a maioria dos elementos, escritos por ele, já presentes em seus elogiados trabalhos anteriores. É engraçado e inteligente como ‘Quero Ser John Malkovich’ (1999), ousado e sincero como ‘Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças’ (2004). Não é tão metalinguístico e obviamente multicamadas como ‘Adaptação’ (2002), mas é tão instigante e inusitado quanto. A direção não é tão ambiciosa, quanto a de ‘Sinédoque, Nova York’ (2008), porém é do mesmo modo fascinante e mais eficaz em se conectar com o público.
Animações com temáticas adultas são um tanto quanto raras, aparecendo a cada dois ou três anos. Muitas vezes o gênero é subestimado pelo público maduro e não conta com o apoio financeiro, igual ao das feitas e pensadas para as crianças. Geralmente elas se tornam sucesso de crítica, mas não de bilheteria, como os dramas políticos e de guerra “Persépolis” (2007) e “Valsa com Bashir” (2008). Utilizar a representação da nudez e do sexo de forma despudorada em filmes animados é ainda mais incomum e quando ocorre, quase sempre são em produções não hollywoodianas, como no espanhol ‘Chico & Rita’ (2010) e em vários animes japoneses. A norte-americana mais “avançadinha” neste sentido é a “semianimação” feita em rotoscopia e dirigida por Richard Linklater, ‘O Homem Duplo’ (2006). Porém, poucas tratam a relação sexual de forma tão “real”, com uma dinâmica desengonçada, pouco sensual e com direito a felação, como nesta escrita por Charlie Kaufman.
‘Anomalisa’ causa mais estranheza com seu “stop motion”, que não tem a pretensão de imitar os seres humanos, pois suas marcas no rosto deixam evidente que se tratam de “bonecos”, mas isso não os deixa menos expressivos. Algumas séries animadas, que utilizam este recurso de animação, são tão ousadas quanto, como a violenta ‘Celebrity Deathmach’ (1998/2007), entretanto no cinema, poucas são tão existenciais e a medida do possível “realistas”. Com conteúdo existencialista há a, também de Linklater, ‘Waking Life’ (2001), no entanto, seus longos diálogos, não representam tão bem a melancolia, a depressão e o egoísmo humano, presentes nas nossas sociedades cada vez mais individualistas, como no texto de Kaufman.
O longa-metragem animado é o segundo trabalho como diretor do roteirista consagrado pelos filmes citados anteriormente, mas que já não lançava um longa há sete anos. Sua primeira direção de um longa-metragem, foi o também já mencionado ‘Synecdoche, New York’. Adaptado de uma peça de teatro sonora sua, onde o texto era lido no palco pelos atores, sem cenários e figurinos, a ideia de transformá-lo em um filme animado foi do amigo e produtor Dino Stamatopoulos, sócio do estúdio de animação Starburns Industries, responsável por animar, entre outras, a série Mary Shelley's Frankenhole (2010 -).
O longa de animação foi financiado de forma coletiva pelo “Kickstarter”, modalidade de arrecadação conhecida como “crowdfunding”, que pretendia conseguir 200 mil dólares e obteve doações demais de 400 mil. Quando Kaufman lançou a campanha de financiamento, justificou o pedido por “patrocinadores”, um tanto inusitado para quem já está inserido no mercado, argumentando que a indústria não aceitaria financiar e deixa-lo produzir o filme da forma que ele idealizara. Segundo suas palavras o longa-metragem devia ser feito “fora dos padrões de hollywood”, sendo no mínimo lamentável, que um profissional tão conceituado encontre tanta dificuldade de conseguir uma empresa que investisse dinheiro em um projeto seu. Esse erro em subestimar a obra, ficou ainda mais evidente, depois que o longa animado recebeu o Grande Prêmio do Júri no Festival de Veneza e foi indicado ao Oscar de Melhor Animação.
O personagem principal da história é o inglês Michael Stone, escritor do livro ‘‘Como posso ajudar a ajudá-los?’’, uma espécie de manual de atendimento ao Cliente. Durante sua viagem aos Estados Unidos, para uma palestra sobre o livro, descobrimos que ele sofre de uma espécie de depressão, tendo perdido o interesse pelas pessoas a sua volta. Depois do seu voo de avião, o restante do enredo se passa basicamente dentro do hotel onde está hospedado e sua atitude em relação as pessoas só se altera quando encontra a personagem Lisa, uma fã de seu livro, que acaba despertando o interesse do escritor por apresentar características diferentes das demais pessoas.
Para quem tenta interpretar o título do filme, antes de assistir, pode pensar que ele faz uma fusão dos termos Animação mais Monalisa, talvez. Durante o decorrer do enredo se descobre de onde vem o nome, ligado a essa personagem importante para o nome do longa, que não é de toda pouco parecida com a Monalisa do quadro. O trabalho de dublagem é fundamental para a construção da narrativa, através das vozes de David Thewlis (Michael Stone), Jennifer Jason Leigh (Lisa) e Tom Noonan (vários). O fato de Noonan dublar todos os outros personagens, inclusive mulheres e os familiares de Stone é o que exemplifica metaforicamente como o personagem principal vê/ouve o mundo.
No fim, o roteiro não tenta nos entregar nada de edificante, não há redenção moral para Michael Stone. A forma como ele trata Lisa, depois do contato inicial, quando ela não é mais uma novidade para ele; e um presente estranho que o mesmo dá para o filho, não nos permite criar empatia por ele, antes disso, nos faz reconhecer muitos comportamentos humanos egoístas de outras pessoas ou até de nós mesmos. ‘Anomalisa’ certamente é criativo e diferenciado dentro do gênero animado e entra para lista dos melhores filmes introspectivos dos últimos anos, ao lado de outros como ‘Ela’ (2013), de Spike Jonze, antigo parceiro de Kaufman. É difícil que ganhe o Oscar de Melhor Animação, porém, a forma como foi financiado, e o fato de estar concorrendo ao lado de ‘Divertida Mente’, ‘Shaun, o Carneiro’, ‘O Menino e o Mundo’ e ‘As Memórias de Marnie’, já são uma conquista, pois não tem a mesma abertura do mercado voltado para o público infantil, tanto que é o único não recomendado para menores de 14 anos.

28/01/2016 - Donaldo Coelho da Silva (73 anos)

  Não vi
Denunciar
Gente, que coisa mais espetacular esse comentário do garoto FvFraga (29 anos). Disse garoto sem nenhuma ironia, pois, em comparação com a minha idade (73) trata-se de uma comentarista garoto mesmo. Ele nos deu uma verdadeira aula do filme que assistiu. Ainda não vi o filme, mas depois dessa crítica não vou perder mesmo. Parabéns garoto Fraga. Além do excelente crítico, Senhor Sarmento, agora podemos contar também com você para nos dar uma luz nos filmes a que assiste. Genial. Abs.

28/01/2016 - Sérgio Sarmento (62 anos)

  Não vi
Denunciar
Não Assisti ainda o filme. Mas estou comparecendo para corroborar com o comentário do senhor Donaldo. Seu Donaldo esse "garoto" como escreveu. Eu conheço pessoalmente. Foi uma das boas e notável amizade que fiz no ano passado no programa Clube do Professor do Complexo Itaú de Cinemas de minha cidade. Ele é um "baita" sujeito. Aliás ele e sua esposa. Ela já denominei de minha memória acessória. Pois tudo que não lembro em algum filme que estou falando. Em algum esquecimento destas obras mais atuais ela e sua memória me ajudam. Notável Priscila. Este é seu nome! E depois " o garoto " entende mesmo DE CINEMA. Nossa única (e grande) diferença e na idade. Importando com isso que assisti mais filmes do que ele. Mas é só isso mesmo. Pois na paixão cinematográfica conseguimos empatar. Seu Donaldo você não imagina como é bom falar de coisas que o nosso interlocutor também conhece. É divino como já escrevia aquele poeta que não lembro o nome. Forte abraço grande Donaldo!

31/01/2016 - Donaldo Coelho da Silva (73 anos)

  Não vi
Denunciar
Depois do comentário (excelente) de Fvfraga, fui ver, hoje, o filmes. Gente, que decepção, o filme é horroroso. É um mistura de gays e lésbicas que a gente não sabe quem é quem. Com cerca de 20 minutos de filmes saí do cinema sem, olhar para trás. Nota zero por não ter uma menor. Saí irritado, perdi 16,00 que foi amarrado no rabo do cachorro e este sumiu. Estou nervoso.

01/02/2016 - Sérgio Sarmento (62 anos)

  Ótimo
Denunciar
Assisti nesta tarde NO CINEMA quando do lançamento nacional. Olha! Para início de conversa tenho que dizer que uma animação em stop. Motion de "bonecos" e que aparecem até um nu frontal. É para gente grande (nos dois sentidos, se é que me entendem?). Portanto as crianças e quem tem uma mente desfocada de maneira alguma deverá ver um filme como esse. Uma obra curiosa, bizarra. E uma ficção mais ao mesmo tempo e apaixonante, fascinante e por ser real até demais. O filme, mesmo sendo difícil, é o mais simples das obras do roteirista/diretor Charlie Kaufman. Sendo esse Anomalisa seu segundo filme aparecer por aqui EM CINEMA. O primeiro é mais completo. Mas mais complicado e ao mesmo tempo fascinante é Sinédoque de N.Y. (2008). Aliás esse cara considero mais roteirista do que diretor. Tendo em vista que roteirizou obras das mais importante. Filmes que deram um sopro de vitalidade e revolucionaram o cinema moderno dos EUA. Por isso são obras pouco vistas. Pois só quem assistem são gente, como eu, que jamais deixam de ir AO CINEMA e procuram sempre estar atualizados na sempre e eternamente " sétima arte ". Por isso falo de um Quero Ser John Malkovich (1999). De Adaptação (2002) e para mim o grande filme que ele escreveu. Falo do notável e inesquecível Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças (2004). Esse filme fala do amor de forma sublime. Absolutamente fascinante. Com certeza jamais vou esquecer desse filme. Mas esse Anomalisa nos fala de amor (como de resto de todas suas obras). Mas acrescenta uma crise existencial e familiar de um homem já na sua meia idade. O filme começa com nosso protagonista (herói?) indo para a cidade Cincinnati (não sei porque adoro esse nome, mas certamente poderá ser que me lembre CINEMA) no estado de Ohio onde vai lançar um livro fará uma palestra sobre cliente e consumismo. Sendo que ali, no aeroporto, há varias pessoas como falando todos ao mesmo tempo e sem sentido (não vemos tradução). Penso que de propósito para salientar o caos da vida daquele sujeito e das pessoas. E a partir dali e principalmente no taxi para e no hotel a confusão é enorme. Concordo, e repetindo, com quem escreve que o filme é confuso. Ele é mesmo! Mas tudo faz parte da grandeza de pensamento (seus trabalhos anteriores não me deixam mentir) do roteirista e diretor Charlie Kaufman. O final de Anomalisa e de um pessimismo de dar medo. Aquela cena dele sentado e pensativo é cruel mesmo. Que tristeza! Por fim acrescento nisso o resultado de pouco publico que assistem seus filmes por serem, com certeza, herméticos e com isso, infelizmente, ajudam a criar mais um "nicho intelectual" para suas obras. Mas tudo e principalmente isso não impedem de serem seus filmes apaixonantes e fascinantes ao mesmo tempo! Ah! Não poderia de deixar aqui minha solidariedade ao senhor Donaldo (73 anos). E falar de uma coisa que aprendi quando não tinha, ainda, 30 anos. Faz tempo portanto! Mestre Donaldo nós só assistimos filmes pela nossas cabeças. E jamais pela cabeça dos "outros". A gente não precisa dividir nossos gostos cinematográficos com quem quer que seja. Mesmo sendo essa outra pessoa um "genial conhecedor e inventor de uma maquina de desentortar bananas ", por exemplo. Jamais faça isso! O grande exemplo sou eu! Nunca tive a pretensão de indicar ou influenciar ninguém, em minhas resenhas, para ver esse ou aquele filme. Pelo simples fato de que ninguém é o "dono da verdade". Por isso me sinto feliz quando alguém escreve que discorda de mim. Que coisa boa! É sinal que o indivíduo está pensando pelas suas próprias idéias. E depois assisti e assisto vários filmes por amar, gostar e entender sobre CINEMA. E depois, principalmente, de escrever sobre obras cinematográficas. Portanto NÃO vá mais atrás de ninguém para ver uma filme. Por mais excelente que seja o comentário de quem escreveu sobre esse mesmo filme. Lição primordial. VEJA O FILME POR SUA CABEÇA! E depois pagar dezesseis reais para ver um filme? Cruzes! Filme algum merece todo uma "dinheirama" como você pagou por esse ANOMALISA. Paguei. Pasme! Seis reais no programa Viver Mais do Espaço Itaú de Cinemas de minha cidade! Pense nisso! Enquanto escrevo: Sempre me queira bem! Forte abraço! E até outro comentário cinematográfico!

05/03/2016 - Pedro (16 anos)

  Péssimo
Denunciar
Uma animação chata, lenta e sem graça.

23/05/2016 - Henrique (58 anos)

  Ótimo
Denunciar
Anomalisa é um filme estranhamente criativo, feito com processo de animação diferenciado que foge totalmente ao padrão de animação não infantil, uma história comum que fala sobre solidão, depressão e a busca incessante da simples felicidade. A cena de nudez e sexo do casal nesse processo de animação foi algo que me chamou a atenção, "perfeito".

Novo Comentário
Faça seu comentário, mas por favor, siga estas regras:
- Não faça perguntas, faça comentários sobre o filme;
- Não conte o final do filme nem partes importantes para o desfecho, mas se necessário marque o texto;
- Seja objetivo e descreva o porquê de sua nota;
- Se você ainda não assistiu ao filme, dê nota "Não vi";
- Não critique outros comentários, apenas faça o seu, sem preconceitos;
- Se você não gosta deste gênero de filme, é melhor não comentar;
- Comentários que descumprirem estas regras, serão excluídos totalmente.

 Agradecemos a colaboração. Bom uso!

O Texto Contém Spoiter? Sim / Não     Selecione o texto com "Spoiler" e click aqui.

Nome: Idade:  Nota:

Últimos Visitados

Anomalisa (Anomalisa)

Copyright © 2017 www.interfilmes.com - Todos os Direitos Reservados. Acesse a Política de Privacidade.