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Martírio


Sinopse A grande marcha de retomada dos territórios sagrados Guarani Kaiowá através das filmagens de Vincent Carelli, que registrou o nascedouro do movimento na década de 1980. Vinte anos mais tarde, tomado pelos relatos de sucessivos massacres, Carelli busca as origens deste genocídio, um conflito de forças desproporcionais: a insurgência pacífica e obstinada dos despossuídos Guarani Kaiowá frente ao poderoso aparato do agronegócio.

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Informações


Título no Brasil Martírio
Título Original Martírio
Ano Lançamento
Gênero Documentário
País de Origem Brasil
Duração160 minutos
Direção / /
Estreia no Brasil 13/04/2017
Estúdio/Distrib. Vitrine Filmes
Idade Indicativa 12 anos

Trailer



Comentários


19/04/2017 - Donaldo Coelho da Silva (74 anos)

  Ótimo
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Como diria o mestre Sarmento, esse é um filme (documentário) que poucos vão assistir. Infelizmente, pois narra com uma realidade pungente a luta dos índios Guaranis Kaiowás, na cidade de Dourados, Mato Grosso do Sul, em se manterem em terras, que, outrora, pertenceram aos seus antepassados. Gente, é uma luta inglória, de um Davi contra Golias, só, que neste caso, o Davi não vai vencer nunca. Os grandes fazendeiros do agronegócio, com suas máquinas gigantescas, simplesmente passaram por cima das terras dos índios como um tsunami, destruindo tudo, casebres, plantações de agricultura de subsistência, arroz, milho, mandioca, com a argumentação de que índio não precisa de tanta terra. O mais dramático de tudo é que uma luta de Golias contra um povo indefeso, idosos desdentados e idosas, também, maltrapilhos, crianças e adolescentes carentes de tudo. Os tratores dos poderosos passaram por cima de seus casebres, destruíram suas roças, assassinaram os líderes das comunidades, mas eles não se entregam, nem tampouco fogem e estão dispostos a morrerem pelas terras que já foram deles. Para os que continuam acampados à beira das estradas ou em pequenos lotes de terras, sofrem ameaças dos fazendeiros, os quais, sem nenhum acanhamento, ameaçam os teimosos. Os jagunços contratados, que fazem a ronda das propriedades, com motos, não param de fazer ameaças, atirando, a esmo, nas casas e soltando rojões nos casebres dos indefesos. Inclusive, há cerca de alguns anos, desesperados, os índios se valeram de atos extremos cometendo suicídios, tendo sido considerado, à época, um índice mais alto do mundo, proporcional, evidentemente, ao número de habitantes das aldeias. E essa luta já dura mais de vinte anos. O diretor Carelli voltou ao local e a situação continua a mesma depois desses anos todos, buscando as origens desse genocídio e mostrando um conflito de forças desproporcionais e a insurgência pacífica e obstinada dos despossuídos Guaranis Kaiowás frente ao poderoso aparato do agronegócio. E estes ainda contam com dois senadores pesos pesados, bem como de diversos deputados na defesa intransigente dos interesses dos poderosos.

27/04/2017 - Sérgio Sarmento (63 anos)

  Ótimo
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Assisti NO CINEMA, no dia de ontem, quando da segunda semana e da estreia em minha cidade. Levei um tempo maior para ver. Por ser um filme que só tinha uma sessão diária e em outro só uma semanal. E depois é filme excessivamente longo. Com Pasmem! 162 minutos. Cruz credo! Mas isso me deterei no final de meu comentário. Olha! Bom documentário que denuncia a pratica de invasão e tomada de terras dos índios e em especial da nação Guarani Kaiowá no território nacional. O filme não tem meias verdades. É muito objetivo e realista. O trabalho feito "formiguinha" (pois levou mais de 20 anos para ser filmado) do diretor Vincent Carelli, na nação Kaiowá, é algo vibrante e sensacional. O filme se presta para dar uma visão dos interesses que tem em nossas autoridades em não resolver nada e só "emburrar com a barrica" os problemas vitais dos índios nacionais. Gente com uma vida miserável abandonados por todos os segmentos sociais brasileiros. O gozado é que o agro-negocio invade as terras indígenas e tem várias gentes que os defende no congresso nacional tipo a bancada de deputados ruralista e a dos índios ninguém. Eu disse ninguém para defende-los. Inclusive o governo federal nada faz. Dá dó ver aqueles elementos simples, miseráveis acampados na margem e ao longo das estradas neste Brasil. Antes de terminar gostaria de dizer duas coisas. A primeira é que este documentário é muito longo "mamma mia". Com cento e sessenta e dois minutos (sempre e eternamente cronometrados por mim) se torna dose para "mamute" assisti-lo. Com essa metragem o documentário se torna repetitivo, sempre. Até comercialmente fica difícil de ser "vendido" para um publico nacional que não está acostumado neste gênero de cinema. Em segundo lugar vou parar por aqui. Pois tudo que teria que dizer já foi escrito por um dos melhores comentários que já tive o PRAZER de ler neste site IF. Falo do comentário, acima, deste cidadão brasileiro que que assina por Donaldo Coelho da Silva. Pô Donaldo! Você saiu do sério! Você foi muito grande com suas palavras. Você simplesmente se superou com este magnífico comentário. Mas nada de surpresa, pois você é muito bom. Meus parabéns mesmo! E um forte abraço e com certeza nos encontraremos logo ali.

29/04/2017 - Donaldo Coelho da Silva (74 anos)

  Não vi
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Obrigado, Sarmento, eu tenho a mania de querer consertar o país. Me dói muito ver a destruição das nossas florestas, garimpeiros destruindo e contaminando nossos rios. A construção de barragens hidrelétricas na Amazônia (quando temos fartura de vento e de sol no Nordeste), a destruição do bioma do cerrado, etc. Etc. E, em relação aos acampados naquela região do filme, é de uma dor de matar quem pensa somente no lucro do agronegócio. Há cerca de uns 15 dias, foram assassinadas 7 desprovidos naquela região. Mas, Sarmento, você é um dos melhores, tenha certeza disso. Forte abraço.

29/04/2017 - Donaldo Coelho da Silva (74 anos)

  Não vi
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Complementando: Apenas um observação no seu comentário, Sarmento, creio você queria falar "empurrar com a barriga" e não "emburrar com a barrica". Ok?

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